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(voltar) O NASCIMENTO DA RÁDIO NACIONAL Quando a Rádio Nacional foi fundada, no ano de 1936, o mundo inteiro ainda mal refeito da primeira Grande Guerra esperava pela eclosão de um novo conflito. Naquele ano, a Itália invadiu a Etiópia e se aliou a Hitler, na Alemanha. Na verdade, as razões que determinaram a primeira guerra não haviam sido resolvidas. A Alemanha e a Itália continuavam fora do processo neo-colonialista e, unidas, tramavam os passos da conquista de novos territórios. Era um tempo de autoritarismo. No Brasil, Getúlio Vargas governava com aparência de alguma legalidade. Fora eleito por uma Assembléia Constituinte, por ele mesmo nomeada, em 1934. Entretanto, o golpe que viria a implantar o Estado Novo encontrava-se em gestação. O governo conseguira a pouco debelar a Intentona Comunista, liderada por Carlos Prestes. Mas não tínhamos, exatamente, um céu de brigadeiro. O ar era pesado, por todo lado. Pouca sorte teria a Constituição de 34, amena e democrática. Em seu lugar, viria a "polaca"....A Carta Magna que implantaria ditadura, debaixo da qual o Brasil viveu até 1945. Foi neste cenário, mais ou menos assombrado, que a Rádio Nacional foi concebida. As peças do jogo do poder moviam-se rapidamente, aqui e lá no primeiro mundo. O nosso país, o quinto maior em extensão territorial do planeta, era uma presa fácil. Vulnerável, desprotegido, precisava de uma voz que o unisse. Se é verdade que de boas intenções se faz o caminho do inferno, também é crível que propostas meramente políticas e racionais podem sair do trilho e acabar virando histórias de amor, talento e muito sucesso. Foi o caso da Nacional. Ela surgiu pela razão e acabou ganhando o coração. Aconteceu assim, desde o primeiro dia em que foi ao ar: 12 de setembro de 1936, sábado. Do signo de Virgem e, por isso mesmo, simpática, leal e destinada a fazer amigos, a emissora cumprimentou o Brasil, às 21 horas, com a voz doce e melodiosa de Celso Guimarães... "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!" Depois, vieram os acordes de "Luar do Sertão" e uma benção do Cardeal da cidade. No dia seguinte, o protocolo ficou de lado e Oduvaldo Cozzi, caprichou na transmissão de Flamengo e Fluminense, acrescida de uns flashes de Vasco contra o São Cristóvão. Estava feito o caso de amor. Paixão do Brasil, amizade de muitas gerações, voz que serviu para nos unir, informar e divertir. Foi ao pé da Rádio Nacional que o país acompanhou a Segunda Grande Guerra. Sofremos, sem perder a ternura, salvos pelo fabuloso talento de uma emissora que virou um time. Clique aqui para ver o site da Rádio Nacional. Regina
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